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Orcs, elfos e fadas são seres que costumam aparecer em histórias passadas em terras fictícias. No longa “Bright”, no entanto, eles estão vivendo nos tempos de hoje, em Los Angeles. A produção com Will Smith estreia hoje para assinantes da Netflix.

Os atores Will Smith e Joel Edgerton vieram ao Brasil para falar sobre a produção. “Para tentar descrever o filme é melhor dizer que é o encontro de ‘Dia de Treinamento’ com ‘O Senhor dos Anéis'”, brinca Smith, citando o longa de ação com Denzel Washington de 2001 e a trilogia fantástica que tem como personagens anões, elfos e hobbits. “É como se as criaturas de ‘O Senhor do Anéis’ invadissem o mundo atual”, diz.

No filme de ação, o humano Ward (Will Smith) e o orc Jakoby (Joel Edgerton) são policiais responsáveis pela patrulha noturna de Los Angeles. Para quem não sabe, orcs são personagens da fantasia medieval. Além de controlar o embate diário entre as raças, os agentes esbarram em uma força maligna que pode mudar o futuro do mundo.

A atriz Noomi Rapace é a vilã, um elfo misterioso que pode provocar uma guerra civil (elfos, por sua vez, vêm da mitologia escandinava). No longa, Smith conta que pôde viver um outro lado da realidade, já que interpreta um policial negro que tem preconceito contra o companheiro orc. Ele ainda agride fadas e não confia nos elfos.

“Eu sei o que é ser insultado e ameaçado pela polícia por ser negro e, nesse filme, experimentei o outro lado.” Ele afirma que, nos EUA, ser um policial negro ou latino é um constante conflito. “Você não faz parte da comunidade policial nem é reconhecido pelo seu povo. Lembro de uma cena no meu bairro em que garotos negros reagiram mal ao ver um policial mexicano, dizendo uns aos outros: ‘Cuidado, ele pode te matar’.”

Sequência
O filme “Bright” nem havia estreado e Will Smith já fazia campanha por uma sequência. Para o ator, a produção tem todos os elementos de um grande sucesso. “Nos trabalhos que eu escolho fazer, sempre tento balancear o entretenimento com alguma sabedoria, alguma instrução a passar. É preciso prender e divertir o público antes de debater um assunto, e acho que essa produção tem o suficiente para uma sequência”, provoca o ator.

Para o diretor David Ayer, o filme leva à reflexão, porque a união de diversas raças na história serve de metáfora para os dias atuais. “A diferença é sempre a condição econômica”, avalia Ayer. “É complicado dar nomes, mas acho que os elfos representam as classes sociais que têm tudo, e os orcs as que não têm nada”, complementa Smith. Vivendo um orc, com caracterização e maquiagem pesadas, Joel Edgerton brinca que se tudo isso fosse real, ele preferiria ser um elfo. “Eles defendem uma boa causa, são telepatas e voam”, brinca.

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