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Detentora das farmácias Big Ben, a Brasil Pharma deu entrada em um pedido de recuperação judicial avaliado em R$ 1,2 bilhão na Junta Comercial do Estado de São Paulo. A companhia explicou que “não foi possível encontrar, no âmbito extrajudicial, uma solução sustentável para a situação financeira”. E não é para menos. Afinal, em balanço divulgado no último dia 15 de dezembro, a companhia revelou estar sofrendo com um déficit de R$ 312 milhões e um prejuízo acumulado de R$ 3,3 bilhões.

“O ajuizamento da Recuperação Judicial Grupo BRPH é a medida mais adequada, neste momento, para continuar avançando na recuperação e solução da crise financeira do Grupo BRPH”, afirmou a companhia, que também responde pelas Farmácias Sant’Ana e Farmais, em documento enviado ao mercado ontem. No texto, o grupo ainda diz que a continuidade das suas unidades vai depender do resultado do processo judicial, já que as tentativas de reestruturação econômica executadas nos últimos meses não têm sido suficientes para conter os problemas da companhia.

Criada pelo BTG Pactual, banco investigado pela Lava-Jato, a Brasil Pharma já teve mais de 1,2 mil pontos de venda no Brasil, mas hoje tem 721 lojas. É que, nos últimos três anos, o grupo começou a enfrentar problemas financeiros. E, por isso, se desfez das redes farmacêuticas Mais Econômica e Rosário. Em abril deste ano, o controle acionário do grupo também foi vendido para o grupo Stigma II. Mas as operações ainda não renderam o resultado esperado, tanto que o grupo continua acumulando números negativos e lojas como as da Big Ben sofrem com a falta da reposição dos estoques. “O Grupo BRPH continuou a enfrentar sérias dificuldades na continuidade de suas operações e atividades”, admite o comunicado.

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